O que é vertigem? Medo de cair? Mas porque temos vertigem num mirante cercado por uma balaustra sólida?
Vertigem não é o medo de cair, é outra coisa.
É a voz do vazio debaixo de nós, que nos atrae e nos envolve, é o desejo da queda do qual nos defendemos aterrorizados.

Milan Kundera

Somente no amor gostamos de ver alguém mais feliz do que nós mesmos...

domingo, 2 de outubro de 2011


Se queres transformar-te num homem de letras, e quem sabe um dia escrever Histórias, deves também mentir, e inventar histórias, pois senão a tua História ficaria monótona. Mas terás que fazê-lo com moderação. O mundo condena os mentirosos que só sabem mentir, até mesmo sobre coisas mínimas, e premia os poetas que mentem apenas sobre coisas grandiosas.

(Umberto Eco, Baudolino) 

... um pouco do que preciso!

Tenho de conseguir deixar de precisar que cuidem de mim, e que corrijam meus erros, defeitos, e que me ensinem a ser melhor! Minha cabeça nunca pára e eu não tenho ninguém pra quem contar tanta coisa que gira dentro dela! Preciso sempre de conversas intermináveis!
... filosóficas! Conversa de boteco mesmo!
... e de atenção!
Meu ego é a minha mais perversa maldade!
Muitas vezes, pra mim pelo menos, o silêncio pode ser libertador ... mas só um silêncio voluntário!
Quando eu era mais jovem e acreditava em Deus, sem pensar ou questionar, achava que conversando com as estrelas seria ouvida por Ele!
Sentava no meio de um tronco em uma chácara que guardei dentro de mim (as vezes, penso que guardo coisas demais em mim), ou no muro de uma casa que era alto, e que me fazia ter a sensação de estar mais perto do céu, falava com alguém sem saber direito quem era, olhando pras estrelas!
Passei muito tempo calada depois nesta vida, com muita coisa pra conquistar, ou me preocupar, e nunca mais tinha tido ninguém ou nada pra me ouvir! ... e até rir de mim!
Uma resposta pode ser mais libertadora que muitas revoluções! Passei a amar a psicologia, até a reversa!
Uma coisa chata que chamo de insônia tomou o lugar das estrelas que me ouviam! ... e hoje, um cigarro, a minha solidão e a certeza de que devo fechar os olhos cada vez que tiver vontade de falar ou de questionar, pra poder ser igual a todo mundo, porque isto é certo, matou minha arrogância!
... e fez minha insônia voltar com aquele monte de questões que nunca mais poderei confessar pra ninguém, já que não tenho mais ingenuidade pra acreditar que as estrelas me ouçam!
O que tem me atormentado muito de uns tempos pra cá, e que realmente é uma conclusão cruel, é ver como estou cercada de gado! ... o que me atormenta não é esta constatação, mas sim ser diferente deste gado!
A qualidade que mais admiro em uma pessoa, ou melhor, a única qualidade que invejo em alguém é a humildade! ... só fui humilde umas poucas, raras vezes, e sempre pra pedir desculpas, mas como quase sempre a vida é mais urgente do que eu, do que o meu ego e o meu fluxo, sou levada a me fechar mais ainda no meu desespero ... e na minha costumeira insônia!
... amanhã será outro dia!

Maria Bethânia canta "O doce mistério da vida"

sábado, 1 de outubro de 2011

Friedrich Nietzsche

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.


É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação.

Elephant (Trailer)

Resolvi colocar alguns livros que li ou que estou relendo e umas dicas de filmes! Mania de compartilhar! ... mania de loko que me fere, anula e destrói mais do que a qualquer um ... socialismo tosco!
Na verdade estou tentando dar sentido pra este blog além de ser só um diário que, em se tratando de uma pessoa cansativa e inoperante como eu, poderia facilmente se tornar irritante!
Afinal ...


O conformismo pra mim é a merda do mundo!

Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Marquez

"Uma noite, na época em que Rebeca se curou do vício de comer terra e foi levada para dormir no quarto das outras crianças, a índia que dormia com eles acordou por acaso e ouviu um estranho ruído intermitente no canto. Sentou-se alarmada, pensando que tinha entrado algum animal no quarto, e então viu Rebeca na cadeira de balanço, chupando o dedo e com os olhos fosforecentes como os de um gato na escuridão. Pasmada de terror, perseguida pela fatalidade do destino, Visitación reconheceu nesses olhos os sintomas da doença cuja ameaça os havia obrigado, a ela e ao irmão, a se desterrarem para sempre de um reino milenário no qual eram príncipes. Era a pesta da insônia".



O importante na obra é observar como García Márquez coloca as personagens dentro do contexto sociocultural da Colômbia, os personagens carregam pequenas críticas sobre o comportamento social ao longo da história do País latino. A intrigante abordagem de fatos sociais globais, ora de maneira bizarra, ora envolvidos por uma aura mágica embebida de mistérios e fascínios próprios das lendas e costumes dos índios colombianos, gerou essa linha compreendida como “realismo fantástico”, introduzida na América Latina por Gabriel García Márquez a partir da publicação de Cem Anos de Solidão (maio de 1967).

O adultério é o verdadeiro, puro, singular sentimento de amor do ser humano frente à ganância e mesquinharia do capitalismo.


Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado.


Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro.

Muitos homens, como as crianças, querem uma coisa, mas não as suas consequências.


... e por último e como sempre perfeito:


Quem acredita levianamente tem um coração leviano.

José Saramago


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Saga do Menino Diamante | Rael - Nhocuné Soul

A Guerra do Fim do Mundo - Mario Vargas Llosa

"Seu rosto se ensombrecia com uma dor de retirante a quem a seca matou os filhos e animais e privou de bens, e agora precisa abandonar sua casa, os ossos dos seus mortos, para fugir, fugir, sem saber para onde. Às vezes chorava, e no pranto o fogo negro dos seus olhos recrudescia em terríveis cintilações. Começava logo a rezar. Mas não como rezam os outros homens ou mulheres: deitava-se de bruços na terra ou nas pedras ou nas lajes lascadas, bem diante de onde era ou tinha sido ou deveria ser o altar, e orava, às vezes em silêncio, às vezes em voz alta, uma, duas horas, observado com respeito e admiração pelos moradores".

FANTÁSTICO! ... EMOCIONANTE!!!!!

Publicado em 1981, este romance de autoria do peruano Mario Vargas Llosa narra a história da Guerra de Canudos, mesclando personagens reais e fictícios.
Antônio Conselheiro, líder do levante, fundamentalista religioso, é descrito com base em elementos retirados do clássico brasileiro "Os Sertões", de Euclides da Cunha. Mario Vargas Llosa passou vários meses no sertão de Canudos, procurando inspiração e escrevendo os primeiros rascunhos do romance. Inspirado nos fatos históricos da Guerra de Canudos e contendo uma riqueza de detalhes sobre a vida do sertão baiano, o livro não deve, porém, ser confundido com uma fonte histórica. Tanto a história quanto os personagens foram ficcionalizados.

O Anti-Cristo nasceu
Para o Brasil governar
Mas aí está O Conselheiro
Para dele nos livrar.
.

O Anti-Cristo no livro é a REPÚBLICA!

MAS CONTRA TODA E QUALQUER ORDEM DOMINANTE
ESTADO E RELIGIÃO SÃO OPOSIÇÕES À LIBERDADE E RAZÃO



"As pessoas vão à igreja pelos mesmos motivos que vão à taverna: para estupefazerem-se, para esquecerem-se de sua miséria, para imaginarem-se, de algum modo, livres e felizes".
"Não há nada tão estúpido como a inteligência orgulhosa de si mesma".

BAKUNIN

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

... outro dia! ... estou caminhando!

Eu passei por quatro escolas desde que sou professora! Tive festas em todas elas! E isso sempre foi muito bom! Os alunos, nos discursos sempre repetem que os "trato como pessoas" ... estranho, néh? ... são pessoas, não são? Mas tudo bem!
Hoje, ganhei uma homenagem de uma das salas que dou aula! Meu contrato está pra terminar e eles queriam se despedir! Ganhei uma festa até com frase em bolo!
Uma aluna fez discurso e falou que serei a professora da vida dela, pois nunca se esquecerá de mim! Outros queriam fazer manifestação pra que eu ficasse! Muito bom, néh?
Eu andava mesmo com a cabeça baixa e o pensamento longe nestes últimos dias! O coração apertado! E angustiada demais pra sorrir! ... ainda não estou bem como antes e talvez nunca mais esteja! Cortaram uma das minhas raízes, mas as lembranças, que foi o que me restou, não podem ser roubadas! Guardarei esta minha raiz e o que ela me ensinou, e que aprendi sim, apesar de não parecer, no coração e na lembrança!
A festa dos meus alunos, o respeito deles, o discurso de alguns, e tantos outros do lado de fora querendo se despedir de mim renovaram minhas esperanças na vida e no meu trabalho de formiguinha!
Cinco meses de aulas de História e Filosofia, e ganhei uma festa totalmente surpresa e eles ainda vão ao teatro comigo no sábado que vem! Estas pequenas coisas, como disse um dos colegas de trabalho na hora, é que fazem a gente acreditar no que faz e ser feliz!
Se uns não percebem sua dedicação, e lealdade, outros talvez pros quais você tenha se doado bem menos, te respondem com gratidão e renovam sua fé!
Isso é fé! ... fé na vida!
Acredito mesmo que uma aula muda um aluno ... e que é só questão de atingir o ponto exato, perceber a hora ou a fala certa! Ser professor é sacerdócio e a vida é uma surpresa! Estou feliz agora! ... e queria compartilhar!
Obrigada aos meus alunos pela festa!
... aos colegas de trabalho por me admirarem nesta hora, e assim a todos que hoje me reergueram, até sem saber, num momento de solidão e de desprezo por outros que não ficaram do meu lado!
Vai passar ... hoje, agora, sei que minha tristeza e dor vai passar! ... que fiz sempre o meu melhor e que erros todos cometem, até erros infelizes e desproporcionais, pois errar faz parte do aprendizado humano! Sou humana!
Sei que ainda devo aprender a aceitar as pessoas como elas são e com o pouco que podem me dar! Sei que devo ficar feliz com minhas conquistas mesmo que elas pareçam pequenas ... e hoje senti isso bem! 
... sempre vou lembrar de quem me disse isso!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

... hoje! Acho que isto é uma oração!

Hoje, eu liguei pra minha mãe! Ouvi a voz dela, quase irreconhecível, pois, fazia muito tempo que eu não ligava, e depois desliguei! Chorei quase a tarde toda! Queria tanto voltar pra casa. A casa que larguei aos dezessete anos!  ... e tudo está como ontem! Cigarro atrás de cigarro, insônia, solidão quase insuportável ... culpa e raiva por tantas e tantas vezes não ter conseguido dizer não! ... nunca consigo deixar uma pessoa sem a minha atenção, sem uma resposta, com alguma dúvida, e nunca sou nada pra ninguém!
Porque me doei, ou melhor, porque andei lado a lado?
Ninguém nunca faz isso!
... porque me dou tanto para as pessoas? 
Só sei que voltei a querer saber novamente qual o sentido de toda esta vida amarga e sozinha!
Tão diferente de todos!
Não vai dar pra ser feliz! Dessa vez não!
To largando tudo! ... voltando pra casa que tenho hoje, desistindo de amanhã, porque não consigo acreditar mais!
A revolução e a felicidade são as idéias mais mentirosas que nos vendem! Quem não acredita não revoluciona nada e quem está vazio jamais será feliz!
Quando a gente perde o que quer que seja, quando decide que perdeu e desisti de lutar, todas as nossas perdas são potencializadas.
Desde os meus 14 anos, quando perdi meu pai, eu tive vontade de morrer todos os dias. Foi por isso que meu pessimismo se estabeleceu e se definiu neste tempo como parte da minha personalidade. Às vezes irônico, às vezes sórdido! Tinha me esquecido como é ter esta vontade! Tinha esquecido como é acordar de manhã sem ter motivo pra levantar. Tinha esquecido a dor de todas as dúvidas que trago no estômago, o gosto amargo do não "ver sentido", e me esqueci do medo que tinha antes, de quando fechava os olhos e não percebia qual a razão da vida que pulsava em mim.
Minha tristeza ta me engolindo e estou fazendo o caminho de volta de tudo o que tinha construído, e derrubando tudo que se tinha feito verdadeiro. Sinto raiva e desesperança em cada esquina que meu ônibus pára, nas quais meus olhos vêem hoje, que nunca nada vai mudar porque deixei de acreditar em toda vida que tinha aprendido a respeitar nos últimos tempos.
Tantos livros ... tantas palavras pra nada mais poder mudar porque não consigo acreditar! Quando deixei ou porque deixei que a vida me fizesse adulta tão rápido?
... queria voltar a ser criança!  Andava tão bem de bicicleta! Subia em árvore e jogava bolinha de gude como um moleque! É tão fácil ser homem neste mundo machista no qual tudo é descartável quando não tem mais utilidade!
Lembro como empinava pipa ... mas, tola, decidi que queria crescer, ser adulta e saí de casa! Saí de casa pra me doar pra um mundo que não me enxerga! No fim, de tudo, em toda situação que vivi, vejo que nunca encontrei pessoas diferentes umas das outras, e que só o que sempre resta é eu mesma lembrando que devia ter sido menos dedicada aos que cruzam meu caminho!
Quando quiz erroneamente crescer deixei minha mãe, meus irmãos, neste tempo meu pai já estava longe, e nem lembrava mais de mim ... é tão triste ser esquecida! ... é tão dolorido lembrar a cada instante que fecho os olhos que nada valeu a pena! ... ou que nada valerá a pena amanhã! Dessa vez tá quase sem sentido tentar aguentar o compasso da vida!
Esta não tem razão de ser!
Deus, se é que eu acredito nele, pra além da minha mania de me anular pelos outros, de me fazer presente, ser necessária, me doar, dividir ... olha de onde estiver por mim, pra que eu possa dormir hoje!

domingo, 25 de setembro de 2011

20/09 ... o que escrevo aqui não muda nada! ... nem quero que mude!

Sempre pensei que se escrevo tenho de escrever com o coração. Hoje, e neste momento na verdade, vejo que isto é muito difícil, e talvez estive mentindo pra mim mesma este tempo todo, pois palavras, mesmo as infelizes, brotam muito mais da razão, mesmo uma razão sem clareza, ou escrúpulo, do que do coração. Hoje, meu coração, este coração destruído que não importa qual seja, de amigo ou inimigo, não consegue falar. Estando, neste momento da minha vida, minha razão tão abalada quanto meu coração, e sabendo mais do que ontem que a insanidade gera conflito, dor, distância e miséria em mim e à minha volta, preciso, mais do que posso, tentar falar pela razão. 

Como vou escrever? Quero, preciso escrever porque se não escrever eu não durmo, não penso, não sinto a vida, que, aliás, hoje ta passando mais lenta e inerte do que nunca, não sobrevivo se não conseguir rasgar a minha alma em palavras, mesmo que estas não sejam jamais compreendidas nem por mim.

Em algum lugar eu li que ser mesquinho é pensar só em si, e sendo assim, portanto, uma atitude mesquinha é aquela que não considera os outros.

Sinto vergonha da minha mesquinhez, que na melhor das definições agora se faz amarga. Uma mesquinhez que se fez fruto da minha insanidade, temporária ou não, da minha falta de razão e que abalou, destruiu o que pensei ser inabalável.

Mas, apesar de toda, e qualquer consciência que tenha sobre meus erros, não posso não ver, ou não dizer o quanto é asfixiante ver o como nos repetimos.

Nós sempre acreditamos que só nós temos direito a reação, e que só nossa reação pode ser desproporcional de forma legítima, pois cabe ao outro conter-se, e assim, esperamos que só a reação do outro seja uma reação pensada, medida na compaixão que se deve ter pela vida. Tornamo-nos incapazes de compreender, de nos colocarmos no lugar do outro. E de assim, perdoar. 

E o outro insensato, movido na sua raiva, na sua decepção, e modificado na sua dor, por sua vez pensa que aquilo que pra ele é inabável, é, ou será inabável eternamente, e que não será julgado nunca pela sua mesquinhez ou falta de sanidade.

Em resumo, na vida vivemos perdendo, e muitas vezes em meio às nossas perdas, perdemos também a razão, mas tudo bem porque de certa forma perdemos tudo o que importa, inclusive e muitas vezes o riso, o momento e a paz. 

Tristemente, ou humanamente, nesta vida mais perdemos do que ganhamos, porque na primeira curva, tropeção, pedra no caminho, escorregão, falta, julgamos que ser ponderado, ou não ser mesquinho só depende dos outros e não de nós.

Não precisamos parar um momento que seja, e exercitar a alma no esforço de analisar o quanto nos foi dado conhecer de alguém ou o quanto este alguém nos foi leal, mesmo que não tenhamos inumeras vezes correspondido à sua lealdade, tantas vezes até canica, pra se saber se este alguém merece nossa compaixão nas suas faltas e nos seus erros. Nos seus destemperos tão comuns nesta vida sufocante. Não depende de mim mais porque o mesquinho passa a ser o outro, e nada mais importa.

Ser mesquinho é não dividir. Sou mesquinha, penso e ajo mesquinhamente muitas e muitas vezes pois sou humana. Mas mesmo com minha mesquinhez inata, eu sempre dividi meu riso e alegria, minha alma, meu coração, meu conhecimento, minha opinião, meu sono, meus medos e dores, meu receio, minhas perdas e vitórias, meu sonho e vida com quem conseguiu tocar minha alma, e que estranhamente, sempre existirá  em mim.

Sou mesquinha, pois estou viva e sou um ser em eterna construção. O homem se faz no conflito. E eu mais do que todos vivo, por ser humana, e por pensar demais, em um conflito constante pra não me deixar abater pela hipocrisia e miséria das faltas e mentiras dos outros.

Nunca nada doeu tão forte dentro de mim como neste momento, que se fecho os olhos, sinto meu peito apertado, e meu estômago gritando no compasso da minha cabeça que não pára de pensar pela tristeza que não consigo sufocar. A única saída que vejo, pra conseguir esquecer, e diminuir o meu vazio é me esconder do mundo, me fechando pra sempre, e fugir da estranha mania que tenho de tentar consertar meus erros inescrupulosos e imperdoáveis!

"Por Onde Andei - Nando Reis"

Cordel do Fogo Encantado - Dos três mal-amados / Palavras de Joaquim